So close so far

agosto 12, 2010

“On Fallen Angels we shot with such wide-angled lenses that no matter how close the actors might be, they seemed separated by an impossible distance. It was our way of suggesting their emotional gap. But the camera is so close that the audience can feel them, touch them and, we hope, care about them.”

“On Chungking Express we went to the other extreme, pushing the characters together with a telephoto lens. They seem so close, but there’s so much unexpected empty space between them when they try to reach out!”

Christopher Doyle, em “A Cloud In Trousers“.

44.

abril 8, 2010

Don’t take shortcuts. They are the fastest way to stay longer in the same place.

Essa seria minha contribuição para o Incomplete Manifest For Growth, uma liçãozinha dura que por mais que eu já conheça ainda tomo na cabeça toda vez que resolvo esquecer…

Quaresma

março 22, 2010

Entrando na terceira semana punk de trabalho. Domingo à noite e um trabalho pra começar agora e entregar amanhã cedo. Sem tempo para postar aqui e nem para atualizar o site da empresa, mas não reclamo. Algo mudou desde que o carnaval passou e eu aproveito para continuar no ritmo da mudança. Tenho visto e ouvido muita coisa boa esses dias e fico só anotando para depois botar aqui. Logo mais eu volto.

Por enquanto, uma música recorrente na minha trilha sonora diária: http://vimeo.com/10073769. Repara como a bateria (apenas um loop eletrônico de um toque de caixa e um de bumbo) parece crescer com a entrada do baixo. Esses moleques entendem do negócio.

Robert Rauschenberg

janeiro 26, 2010

Continua em cartaz até dia 22/02 a mostra de Robert Rauschenberg no Instituto Tomie Otake, uma oportunidade imperdível para ver uma bela amostra do que pra mim é o melhor de seu trabalho: sua obra gráfica.

Das enormes telas mais recentes, onde ele utiliza várias técnicas – como litografia, fotogravura e até mesmo impressão jato de tinta – em composições carregadas de cores e imagens, aos trabalhos mais delicados do início dos anos 80, como a série de fotogravuras The Razorback Bunch, as 98 obras expostas mostram a vitalidade do trabalho de Rauschenberg e dão a dimensão da sua enorme influência em muito da produção gráfica atual.

“Ghosts of Hollywood”

janeiro 23, 2010

A fotografia é uma fração estática do tempo — o tempo congelado em imagem. Mas pode a fotografia congelar outro tempo que não o do momento fotografado? As polaroids de Jim McHugh parecem dizer que sim. O que vemos nessas fotos é a memória de uma Hollywood que decididamente não está mais lá, ainda que consiga se configurar assim por mais um instante,  para o olhar e as lentes do fotógrafo. Cidades, lugares, edifícios também viram fantasmas. E são eles que McHugh procura, para resgatá-los de uma assombração que é de outra natureza.

Discos de 2009

janeiro 4, 2010

Em algo próximo a uma ordem de preferência, esses são os discos que eu lembro como os meus 25 preferidos de 2009:

Tara Jane O’Neil – A Ways Away
Josephine Foster – Graphic as a Star
Real Estate – Real Estate
João Coração – Muda Que Muda
Timber Timbre – Timber Timbre
Abner J – True Story Of Abner J
Norberto Lobo – Pata Lenta
Acoustic Family Creeps – Play Live In The Woods
Wand – Hard Knox
Vic Chesnutt – At The Cut
Mount Eerie – Winds Poem
Simon Joyner – Out In The Snow
Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – From Below
Jónatas Pires – Vestido Preto EP
Musette – Datum
Lulina – Cristalina
Mason Jennings – Blood Of Man
Cidadão Instigado – Uhuuu!
Sharon Van Ethen – Because I Was In Love
Bonnie “Prince” Billy & The Picket Line – Funtown Comedown
Laura Gibson – Beasts of Season
Bill Callahann – Sometimes I Wish We Were An Eagle
Six Organs of Admitance – Empty The Sun
Brian Harnetty & Bonnie ‘Prince’ Billy – Silent City
Woods – Songs Of Shame

Eu queria colocar links para baixar os discos ou pelo menos os myspaces das bandas ou artistas, mas ando sem paciência para googles, links e internet em geral. Quando isso passar (se passar…) eu resolvo e/ou crio uma playlist em algum lugar com algumas das minhas músicas preferidas do ano. Foi um bom ano, musicalmente falando…

Há 2 anos e um dia…

dezembro 17, 2009

Dirty Four

dezembro 2, 2009

Gourmet

dezembro 1, 2009

Belo livro esse Gourmet. Lembrou e deu saudade do tempo das minhas expedições gastronômicas pelos restaurantes japoneses e chineses da cidade, época em que eu, muitas vezes sozinho como o protagonista do livro, saía andando por bairros como a Liberdade, Aclimação ou Pinheiros atrás de uma dica de um amigo ou de algum sinal que me convidasse a entrar num restaurante totalmente desconhecido. Nessa época eu conheci alguns dos meus lugares preferidos na cidade, que eu infelizmente tenho frequentado muito pouco ultimamente. Uns já não existem mais, outros mudaram pra pior, alguns novos devem ter surgido para se juntar aos outros que estão lá desde aquela época ou muito antes, esperando por uma curiosidade que eu temia já ter perdido. Veio em boa hora esse livro…

‘Na muge’

novembro 25, 2009

O bom de ter um site português como principal canal para baixar música na internet é que de vez em quando eles abrem espaço para artistas locais que, de outra forma, eu dificilmente iria conhecer. E dois dos artistas que eu mais ando ouvindo ultimamente são de lá:

Em Pata Lenta, Norberto Lobo mostra seu virtuosismo ao violão em belas canções que passeiam por diversas paisagens da música folclórica (e erudita?) mostrando influências geograficamente díspares, como o folk inglês e americano, a moda caipira e a música tradicional de seu país, filtradas em um modo bastante particular de compor e tocar.

Ouça no myspace. Leia mais e baixe o disco.

Muda que Muda é um disco que, como diz o título, vai a diversos lugares, de folks e blues tristes ao pop quase country, do bolero à uma modinha instrumental pastoral. E se há claras influências da cena folk recente — principalmente de Devendra Banhart — e algumas pitadas identificáveis de pop e rock alternativo americano, as canções de João Coração carregam uma melancolia essencialmente portuguesa, reforçada ainda pela língua, que se encaixa perfeitamente à música e ao rebuscamento dos vocais.

Ouça no myspace. Leia mais e baixe o disco.