Kazuki Tomokawa por Vincent Moon

Novembro 2, 2009 por rodrigosommer

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Isso é algo realmente emocionante.

Felicia Honkasalo

Novembro 1, 2009 por rodrigosommer

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Belíssimo o trabalho de Felicia Honkasalo. Fotografia em silêncio. Algumas das fotos mais bonitas que vi nos últimos tempos.

David Foster Wallace

Outubro 30, 2009 por rodrigosommer

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Por conta desse cartaz aí em cima e de outros possíveis projetos, andei lendo os textos para teatro do poeta e dramaturgo Sergio Mello. E confesso que após a primeira leitura de qualquer uma de suas peças eu sempre saio um tanto indeciso, pra não dizer desapontado, com a impressão de que o texto nunca segue o caminho que eu imaginava, ou não atinge o que eu esperava. Ponto pro Sergio. Porque, até para verificar essa minha impressão, eu sempre acabo voltando ao texto para uma segunda leitura (e terceira, quarta, no caso de David Foster Wallace) para descobrir o quanto isso é mais uma de suas qualidades. Não há grandes redenções, ou aqueles desfechos onde tudo se encaixa e se acerta, que de tão comuns acabaram moldando nossas expectativas em direção a soluções fáceis e “emocionantes”. E não há também a dificuldade apenas pela dificuldade, uma intenção deliberada de complicar as coisas. O que acontece é que ele cria personagens complexos, em situacões complexas, que em algum momento se dão conta de que não há acerto possível. E se há alguma redenção, é no reconhecimento dessa constatação e de que é preciso prosseguir a partir dela. Seja aceitando-a ou se rebelando contra ela.

Ivan Zhao

Outubro 27, 2009 por rodrigosommer

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Eu tenho uma atração especial por imagens que transmitem uma sensação contraditória de alegria e tristeza. Situações cômicas que carregam uma espécie de melancolia, ou, como disse o designer japonês Kaoru Kasai, “que parecem cômicas mas que estão no limiar da tristeza, como uma criança que de tanto rir começa a chorar”.

Os budistas dizem que a tristeza é o sentimento fundamental humano, pois é através dela que nos conectamos com os outros, que nos imaginamos no lugar do outro e com isso relativizamos um pouco nossa individualidade. Mas essa tristeza fundamental, introspectiva e com um quê de contemplativa, silenciosa, anda perdendo seu espaço para a objetividade “alegre” e prática que se alinha perfeitamente à cultura da aparência e aos ideais de autorealização contemporâneos, mais adequados para o entertainment industrial e para o consumo.

O mais provável é que essa atração seja uma simples identificação do meu olhar com o de outros que enxergam as coisas de um modo parecido com o meu, que também carregam uma atenção para a beleza das coisas um tanto fora do lugar. “A felicidade não é alegre” já resumia o grande Reinaldo Morais (em uma frase que eu já desisti de defender por aí). E é sempre bom ver esse sentimento na base do olhar de artistas pelo mundo afora, como o fotógrafo chinês Ivan Zhao.

Carlos Cruz-Diez

Outubro 26, 2009 por rodrigosommer

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Eu sempre me interesso por trabalhos que usam cores e luz para transformar o ambiente e mexer com nossas noções pré-estabelecidas de espaço. Claro que as imagens da instação de Carlos Cruz-Diez são só um registro que dá uma idéia mínima do que deve ser lá, mas como é isso o que eu tenho… Aliás, as fotos, muito boas por sinal, são de Hanneorla.

Yann Arthus-Bertrand

Outubro 24, 2009 por rodrigosommer

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O olhar faz toda a diferença. A curiosidade no olhar. A capacidade de enxergar nas coisas que todo mundo vê o potencial poético que poucos percebem. E artistas são aqueles que conseguem transmitir o que enxergam de forma que outros olhares menos atentos possam enxergar também. Claro, artistas são um monte de outras coisas também, mas invertendo a definição acima, aqueles que se propõem a olhar e conseguem transmitir o que enxergam de forma que outros olhares menos atentos também possam enxergar são, definitivamente, artistas. Esse é o caso do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand. Sua sequência de fotos das pistas de pouso de aeroportos pelo mundo é de uma beleza impressionante — que sempre esteve ali, esperando ser percebida.

Vale a pena ver a sequência completa em imagens maiores.

Lucia Laguna na Galeria Virgilio

Outubro 21, 2009 por rodrigosommer

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Exposições coletivas são complicadas, pois ao mesmo tempo em que temos acesso ao trabalho de vários artistas numa única visita, às vezes fica difícil hierarquizar toda a informação oferecida e conseguir dar a atenção merecida para cada obra ou artista.

Normalmente tento voltar uma ou mais vezes para destinar um olhar mais prolongado ao que me chamou atenção e aproveitar para reavaliar o que passou despercebido. Mas nem sempre isso é possível e lembro que na exposição Paradoxos: Rumos Itaú Cultural, em 2006, o trabalho de uma pintora — que eu não guardei o nome na época— ficou na minha memória esperando por esse retorno, que acabou não acontecendo. Como estou mais para um curioso diletante que para um pesquisador ou algo do tipo, acabei não procurando mais informações. Mas várias vezes as imagens daquelas pinturas, com suas impressionantes sobreposições de camadas de tinta formando uma geometria enérgica e um tanto caótica, reapareceram na minha mente, alimentando minha vontade de vê-las novamente.

Agora, finalmente, esse trabalho ganhou uma autora — Lucia Laguna — e a oportunidade de conhecer seus desdobramentos recentes, que estão expostos desde ontem, na Galeria Virgilio.

Janela — Lucia Laguna
de 20/10/09, às 19h30, a 14/11/09
Galeria Virgilio
R. Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426
Tels. (11) 3062-9446 e 3061-2999
Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h30/17h.

Erin Nicole Johnson

Outubro 20, 2009 por rodrigosommer

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Slap Me in the Face a Little Harder

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Slap Me in the Face a Little Harder

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Slap Me in the Face a Little Harder

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Há um estranho paradoxo no trabalho da fotógrafa Erin Nicole Johnson: a presença humana parece mais paupável nas fotos de cenários e paisagens quase ou momentaneamente desabitados (como nas selecionadas para este post) que nos retratos realizados por ela em estúdio. Cada imagem é uma espécie de flagrante deslocado de uma série de ações realizadas em um outro tempo — passado ou futuro, distante ou extremamente próximo — cujas evidências parecem habitar de tal forma o ambiente que o tempo da ação parece se estender ao momento fotografado. Eventos recentes ou há muito esquecidos, vestígios deixados em meio à repetição do cotidiano ou pequenos atos abandonados que anseiam por sua retomada se misturam na formação de um retrato vivo daquilo tudo que construímos ou que apenas carregamos à nossa volta. E que, por fim, acaba dizendo tanto ou mais sobre nós que nossa própria presença.

A Ways Away

Outubro 19, 2009 por rodrigosommer

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Ontem lembrei que esse é um dos discos mais bonitos lançados este ano. Tenho ouvido muita coisa e fazia tempo que não voltava à ele. É um retorno à forma de Tara Jane O’Neil. Um disco tão delicado quanto a ilustração da capa, feita por ela mesma (como em todos seus discos anteriores). Pra quem quiser ouvir, o link está aí embaixo. E mais que recomendo ir atrás também dos dois primeiros — Peregrine e In the Sun Lines.

Tara Jane O’Neil — A Ways Away

Real Estate

Outubro 17, 2009 por rodrigosommer

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Tem dias que eu preciso de um pouco de rock…

Let’s rock the beach | 3 músicas para baixar | ao vivo no Vimeo